Patrimônio Despedaçado de São Paulo

Janeiro 27 2009

Este "casarão", à esquerda, localizado na avenida, defronte ao tribunal militar, está em péssimo estado de conservação, fechado e bastante pixado. Descendo em direção ao centro da cidade, do outro lado da rua, está i antigo Hotel Danúbio com suas estranhas cúpulas azuis, também abandonado, com as entradas lacradas com alvenaria e completamente pixadas. Mais a pesquisar...

 

 

 

 

publicado por enniobrauns às 19:06

Janeiro 27 2009

Está é considerada a primeira vila da cidade. Construida entre 1916 e 1920, pelo teclão portugues Francisco de Castro. Ocupa uma área de quase 5.000m². Seu nome é uma referência ao rio Itororó, um dos afluentes do Anhangabau, hoje canalizado, que nascia na encosta do vale e cujas águas enchiam a piscina da casa. A vila representava o apogeu do bairro da Bela Vista, com 37 casas menores ao redor de um palacete de quatro andares, a primeira residência particular a possuir uma piscina na cidade, conhecida como Casa Surrealista, pela ousadia da construção. A maioria das estátuas e colunas foi reaproveitada a partir da demolição do teatro São José, um dos primeiros de São Paulo. "A Vila Itororó, singular conjunto de 37 casas construídas originalmente na década de 20, a meia encosta do Vale do Itororó, constitui um exemplo que se destaca na paisagem urbana, por sua feição original, de ecletismo ou mesmo bizarria, do ponto de vista arquitetônico, um conjunto que reflete um aspecto incomum do imigrante enriquecido e, neste caso específico, imaginoso", comenta o presidente do  Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo  (CONPRESP), José Eduardo de Assis Lefèvre.

A construção representa um tempo da imigração nos primeiros anos do século XX. Após a morte de Francisco de Castro, na década de 1950, a vila foi leiloada e arrematada por credores. Mais tarde, o conjunto foi doado a uma instituição beneficente, que ainda é considerada sua proprietária. Hoje mais de 70 famílias habitam o local em condições precárias, algumas em casas mantidas pelos próprios moradores, outras em cortiços.

publicado por enniobrauns às 18:23

Janeiro 23 2009

Essa, por si só, é uma vitoriosa. A casa Mourisca, da av. Paulista, foi construida em 1905, pelo engenheiro Antônio Fernandes Pinto, durante a primeira fase residencial da avenida e é a única que restou dos muitos casarões que haviam ali. O imóvel pertenceu a Joaquim Franco de Melo, tem 35 cômodos e está localizado em um terreno de 4.720 m², bem arborizado. É mais um exemplo de "eclético" da época. Os rococós do frantão e os caixilhos das janelas remetem a uma inflência da arquitetura Luis XV que se misturam a uma mansarda renascentista e ao acabamento do torreão de inflência arabesca. Há anos a casa tem uso esporádico, na maioria das vezes, eventos alternativos. Apesar desse uso constante, não vem sendo conservada e tanto interna quanto externamente se percebe a deterioração.

publicado por enniobrauns às 19:21

Janeiro 22 2009

Com projeto de Samuel das Neves e Cristiano Stockler, é considerado o avô dos arranha-céus da São Paulo. Acabou de ser construido em 1924, oito anos antes do Edificio Martinelli ficar pronto. Por sua causa foi feito, inclusive uma alteração no Código de Obras da cidade por suas características e grandes dimensões para a época. Quando da  sua inauguração foi criado um estatuto que impede a construção de qualquer obra no terreno à sua frente do outro lado da rua Libero Badaró "para não empedir a vista do Vale do Anhangabaú". Vazio há alguns anos, abandonado há outros tantos, está em muito mal estado, carecendo inclusive de reparos estruturais, principalmente na pérgola. É imóvel tombado.

publicado por enniobrauns às 02:14

Janeiro 22 2009

Situado na esquina da rua Benjamin Constant com a praça da Sé, o palacete foi construido nas primeiras décadas do século XX, pelo engenheiro Nestor Cauby. Abrigou desde uma leiteria até escritórios comerciais, Durante um tempo, foi ainda a Delegacia de Ensino da Secretaria Estadual de Educação. Com estilo eclético, telhas de ardósia e uma bela cúpula adornado-lhe a esquina, tem 8 andares, mais o ático. É a segunda construção mais antiga da praça da Sé. Desde 1999 abriga a Editora da Universidade Estadual Paulista (UNESP).

publicado por enniobrauns às 01:50

Janeiro 22 2009

No processo de n° SC.40.735/00 o CONDEPHAT emite uma notificação dando conta que o colegiado do orgão aprovou a abertura do processo de estudo para tombamento desse imóvel, localizada à av. Exterior, 268 a 334.
Em seu texto determina: "Nos termos do parágrafo único do já citado artigo 142 e do artigo 146 do mesmo Decreto, a deliberação de abertura do processo de tombamento assegura, desde logo, a preservação do bem até decisão final da autoridade competente, ficando, portanto, proibida qualquer intervenção que possa vir a descaracterizar a referida área, sem prévia autorização do CONDEPHAAT, além de poder ser punido o descumprimento do acima disposto com as sanções penais previstas no artigo 166 do Código Penal Brasileiro e da Lei nº 7347, de 17.07.1985." De lá para cá pouca coisa mudou a não ser a degradação do imóvel. Recentemente uma "reforna" alterou várias caracteristicas do imóvel. Até mesmo a cobertura de ladrilhos azulados, nas duas pequenas cúpulas que encimam as esquinas do prédio, foi retirada.

publicado por enniobrauns às 01:01

Janeiro 22 2009

Na esquina das ruas da Independência e Bom Pastor, encimando uma pequena elevação, está a única remanescente das casas que a familia Jafet levaram à rua, nos anos 1920.  Vários membros da família construiram, ao longo da Bom Pastor, "palacetes típicos da elite do bairro" com seus minaretes. O imóvel, hoje, se encontra em  más condições, com muros quebrados e os pináculos tortos.

publicado por enniobrauns às 00:34

Janeiro 21 2009

Projetado por Domiziano Rossi, sócio no escritório de Ramos de Azevedo, em 1910, é um dos poucos exemplos que restaram daquele que foi o maior escritório de arquitetura da cidade entre o fim do século XIX e o começo do século XX. Foi idealizado para abrigar a Feira de Produtos Agrícolas e Industriais. Fazia parte de projeto, para a área do atual Parque D. Pedro II, de um grande Boulevard, ao estilo Bois de Bologne, nos primeiros anos da década de '10, mas foi a única parte do projeto a ser construida. Entre 1947 e 1968 abrigou a Assembéia Legislativa. Depois disso, durante mais de 20 anos foi ocupado por repartições da Secretaria de Segurança até que em 1991 a sede da Prefeitura foi tranferida do Ibirapuera para suas dependências. Isso durou até 2004 quando, após a mudança da Prefeitura para o Palacio Patriarca, o prédio ficou vazio e assim está até hoje. Desde essa última mudança o prédio passou aos cuidados da SPTuris (antiga Anhembi Turismo). A partir disso algumas propostas para uso do imóvel foram anunciadas. De área para exposições e eventos, até museus, os mais diversos: Museu da Cidade,  Museu dos Brinquedos, depois chamado Museu da Criança e Fundação Catavento. Em 2006 o superintendente-geral da Associação Viva o Centro, Marco Antonio Ramos de
Almeida
, declarava que: "a idéia de transformar o Palácio das Indústrias em um "museu do futuro", com foco central na tecnologia, é uma solução muito boa. O lugar é propício para isso,
porque tem estacionamento grande e fácil acesso, por meio de ônibus e metrô. Além disso, o museu contribuirá para a revitalização da região central da capital. Só é preciso que isso aconteça logo"
 . Até agora, nada foi posto em prática e o Palacio continua vazio e mal conservado.

publicado por enniobrauns às 21:48

Janeiro 21 2009

Agora é o fim! Com certeza não é o que queremos mas é o que tá parecendo que vai acontecer. Desde o fim de 2006, venho acompanhando o progressivo desabamento da cúpula deste imóvel. Está situado na esquina das ruas do Triunfo e dos Gusmões, próximo à Sala São Paulo (Estação Julio Prestes), ao Memorial da Resistência (Antigo DOPS) e ao Museu da Lingua Portuguesa (Estação da Luz). Construção da primeira década do século XX, já com finalidade hoteleira, hospedou políticos e fazendeiros que chegavam a cidade pela Sorocabana ou pela Santos-Jundiai.  Nessa área da cidade, compreendida entre o Parque da Luz à avenida São João, apelidada de Cracolândia pela concentração de venda e consumo de crak, estão localizados alguns bons exemplos de imóveis com caracteristicas preservadas, embora carecendo de manutenção: o Palacete Victoria, o Palacete Lellis por exemplo. O Escala seria mais um não fosse o descaso tanto dos proprietários quanto do poder público que entretido na burocracia de seus  "planos de urbanização e revitalização" adiam sua inclusão no projeto. Talvez este seja o patrimônio mais próximo da destruição entre os avaliados no projeto Patrimônio Devastado. Se alguma coisa vai  ser feita pelo bem do  patrimônio abandonado dessa cidade, deve começar por aqui e rápido, antes que seja tarde.

publicado por enniobrauns às 20:00

Janeiro 20 2009

Moinho Central, como era seu nome oficial, está localizado na Alameda Nothman, entre a rua Anhaia e a alameda Dino Bueno.

Está abandonado há mais de uma década. Possuia seis silos, dos quais hoje restam apenas três e prédios de seis andares, totalmente em ruinas. Ocupa um amplo terreno entre os dois ramais da Rde Ferroviária Federal (RFFSA), nos bairros dos Campos Elíseos, Bom Retiro e Barra Funda. Funcionou pelo menos até o começo dos anos 60. Ainda não foi possível  reunir informações sobre a história do próprio Moinho. A partir da década de '80, o terreno em torno começou a ser invadido dando origem à Favela do Moinho. 

publicado por enniobrauns às 18:35

Patrimônio Despedaçado é um projeto documental e historiográfico do que resta do patrimônio mal conservado, de São Paulo. Concebido, pesquisado e fotografado por Ennio Brauns.
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