Patrimônio Despedaçado de São Paulo

Fevereiro 09 2009

Essa Igreja, pintadinha de nova, ao lado da Ordem, entregue às intempéries, é de o Francisco de Assis. Marcadas por um estilo simples, singelo até, foram erguidas em meados do séc. XVII, é hoje uma das poucas construções em estilo autenticamente colonial.

Pesquisando no site Sampart, encontrei a seguinte informação, cujos grifos são de miha responsabilidade: 

O Largo São Francisco é um caso típico de espaço definido pela apropriação do adro, que valoriza a presença de edifícios religiosos e acadêmicos.
Foi em meados do séc. XVII que iniciou-se a construção de um convento em taipa, por ordem da Ordem Franciscana, situado no extremo sul da Vila de Piratininga,
próximo às encostas do ribeirão Anhangabaú.
Em 1776, os frades franciscanos, incorporados ao convívio comunitário, criaram uma escola agregada ao convento. O ensino da teologia, da moral, da retórica e do latim, provocaram a vinda de um grande número de estudantes. Em 1827, decreto do governo imperial, instituiu a Faculdade de Direito, que deveria ser instalada no Convento São Francisco.   

Este prédio não existe mais. Foi substitudo pelo atual da Faculdade de Direito da USP.
Ao lado do desleixado patrimônio da Ordem de S. Francisco existe, ainda um belíssimo prédio residencial, abundantemente adornado com capitéis e volutas.


publicado por enniobrauns às 14:25

Fevereiro 09 2009

Esta é uma das áreas  da cidade urbanizadas a mais tempo. Era pelo largo do Piques (atual da Memória)  que tropeiros e viajantes em geral, passavam partindo e chegando do sul rumo as regiões de Campinas e Sorocaba. Consta de mapas e plantas da cidade, pelo menos, desde o começo desde as primeiras décadas do século XVIII. Mas é no séc. XIX que ali se estabelecem diversa pousadas para atender viajantes e muares, no limite do contato com a vida urbana. Neste mapa abaixo, de meados do séc. XIX, (o largo é marcado pelo círculo vermelho) vemos uma realidade muito diversa da agitação urbana que hoje atravessa-o vindo da rua Quirino de Andrade (a antiga Ladeira do Piques) ou da rua da Consolação, em direção ao vale do ribeirão do Anhangabaú. Junto à ladeira corria o ribeirão do Saracura, que junto com o ribeirão do Bixiga alimentavam o Anhangabaú.
O Obelisco da Memória, inalgurado em 12 de outubro de 1814, é o monumento mais antigo da cidade.e é o único elemento original no conjunto atual, mas está reposicionado. Da antiga fonte que matava a sede de gentes e bichos, não sobrou nada. Em seu lugar simbólico, o conjunto escultórico do arquiteto Victor Dubugras, inaugurado em 1922, mas atualmente desligado e seco. Na última "adaptação" sofrida pelo largo a escadaria que levava ao obelisco e ao chafaris foram substituidos por rampas. A falta de uma atividade permanente no uso da praça colabora para o aumento do número de pixações na estrutura deste que é o conjunto histórico mais antigo do centro da cidade.

publicado por enniobrauns às 03:34

Fevereiro 09 2009

Esta rua vai da praça João Mendes até a avenida Liberdade. Começa ao lado da igreja de S. Gonçalo, atualmente em ótimo estado de conservação. Ao seu lado, no entanto, no  nº 85, encontra-se o Circulo Esotérico da Comunhão do Pensamento, instituição fundada em 27 de julho de 1909, pelo português Antônio Olívio Rodrigues, então com 30 anos e que havia chegado ao Brasil em 1890. Tinha instrução primaria, mas se interessava pela leitura, principalmente, de textos espiritistas e ocultistas. Privilegiou aqueles de Helena Petrovna Blavatsky, aristocrata russa que imigrou para os Estados Unidos em 1873 e fundou da Sociedade Teosófica. O Círculo é uma espécie de entidade maçônica. 
Este prédio foi construído em 1925 com um "estilo" que reune em sua fachada uma série de elementos esotéricos. Esteve abandono por vários anos   e, agora que partes da fachada ameaçam desabar, foi coberto com tela de proteção e aguarda o começo das urgentes obras de consolidação e restauro
Na outra ponta do quarteirão, esquina com a rua Alvares Machado, praticamente ao lado do Círculo, encontramos um sobrado, com vários comércios no térreo. Sobrado típico do início do séc. XX com habitação no andar superior e lojas na rua. Vale anotar que as ruas em torno abrigam, históricamente, vasto comércio de livros usados, os "sebos" . No térreo deste ainda encontramos um deles. 
No quarteirão que vai da Alvares Machado à avenida Liberdade encontra-se uma série de pequenos sobrados, nos mais diversos estados de conservação. Alguns mantém, de sua forma original, apenas o frontão e o ano da construção, com desfigurações em janelas e portas externas. São todos de origem residencial, mas seu uso varia atualmente entre habitações coletivas e pequenos escritórios comerciais.

publicado por enniobrauns às 00:54

Patrimônio Despedaçado é um projeto documental e historiográfico do que resta do patrimônio mal conservado, de São Paulo. Concebido, pesquisado e fotografado por Ennio Brauns.
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